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Esse reino, de mais de um milhão e meio de espécies, algumas delas microscópicas, é ainda quase desconhecido para a ciência. Mas já sabemos que entre eles há muitos que já se tornaram imprescindíveis para a saúde humana.
À primeira vista, os fungos são pouco interessantes. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes, de mil formas, no nosso cotidiano. O pão que comemos necessita de um fungo, que age como fermento biológico. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae, fungo unicelular, base para muitas indústrias, além da panificação.
A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão, a Saccharomyces cerevisae, ajuda a transformar açúcar em álcool. Quando tomamos um chope ou uma cerveja, bebidas que sofreram pasteurização, células vivas de fungo, a levedura, estão contidas no líquido. Os refrigerantes também são produtos fúngicos, porque a maioria tem ácido cítrico, produzido por um fungo, o Aspergillus lividus, que é usado industrialmente. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas, e de fato, assim era no passado. Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus.)
Com relação aos tipos de alimentos que utilizam, os fungos são classificados em saprobióticos, parasitas e simbióticos. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis, como o shitake, dos japoneses. Associados a bactérias, atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. Sem os fungos, a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível, pois eles são agentes da decomposição, permitindo a reciclagem de nutrientes.A importância antropológica dos fungos não se limita ao seu uso como alucinógenos. Eles são apreciados na culinária também desde épocas muito antigas. No Império Romano, a espécie de cogumelo Amanita cesariae, foi assim batizada por ter sido reservada aos césares. Outros cogumelos comestíveis eram de uso exclusivo dos nobres.
Um dos usos mais importantes dos fungos é, sem dúvida, a produção de medicamentos. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina, descoberta em 1929 por Alexander Fleming. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala, economicamente viável, pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos, à medida que foram descobertos. |
Esse reino, de mais de um milhão e meio de espécies, algumas delas microscópicas, é ainda quase desconhecido para a ciência. Mas já sabemos que entre eles há muitos que já se tornaram imprescindíveis para a saúde humana.
À primeira vista, os fungos são pouco interessantes. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes, de mil formas, no nosso cotidiano. O pão que comemos necessita de um fungo, que age como fermento biológico. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae, fungo unicelular, base para muitas indústrias, além da panificação.
A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão, a Saccharomyces cerevisae, ajuda a transformar açúcar em álcool. Quando tomamos um chope ou uma cerveja, bebidas que sofreram pasteurização, células vivas de fungo, a levedura, estão contidas no líquido. Os refrigerantes também são produtos fúngicos, porque a maioria tem ácido cítrico, produzido por um fungo, o Aspergillus lividus, que é usado industrialmente. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas, e de fato, assim era no passado. Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus.)
Com relação aos tipos de alimentos que utilizam, os fungos são classificados em saprobióticos, parasitas e simbióticos. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis, como o shitake, dos japoneses. Associados a bactérias, atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. Sem os fungos, a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível, pois eles são agentes da decomposição, permitindo a reciclagem de nutrientes.A importância antropológica dos fungos não se limita ao seu uso como alucinógenos. Eles são apreciados na culinária também desde épocas muito antigas. No Império Romano, a espécie de cogumelo Amanita cesariae, foi assim batizada por ter sido reservada aos césares. Outros cogumelos comestíveis eram de uso exclusivo dos nobres.
Um dos usos mais importantes dos fungos é, sem dúvida, a produção de medicamentos. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina, descoberta em 1929 por Alexander Fleming. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala, economicamente viável, pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos, à medida que foram descobertos. |
http://br.youtube.com/watch?v=GGJLWdxcOmc&NR=1
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http://br.youtube.com/watch?v=aCkwP6KlcQE
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Sexuada
Os Micélios dos fungos são tipicamente haplóides. Quando os micélios de diferentes sexos se encontram, eles produzem duas células esféricas multinucleadas que formam uma ponte de acasalamento. O resultado é o núcleo movendo-se de um micélio para o outro, formando um heterocário (significando diferentes núcleos). Isto é chamado plasmogamia. A fusão atual para formar núcleos diplóides é chamada cariogamia, e não deve acontecer até que os esporângios estejam formados.
No grupo Zygomycota, o heterocário produz múltiplos corpos frutificantes, na forma de minúsculos caules com esporângios no fim. A maioria dos ascomycetes produz corpos frutificantes chamados ascocarpos, compostos inteiramente de hifas. Estes são usualmente em forma de tigela ou taça, mas alguns possuem estruturas semelhantes a esponjas. Dentro das "taças", cada hifa termina em um ascus, que produz quatro ou oito esporos.
No grupo Basidiomycota, o heterocário produz um novo micélio que pode viver por anos sem formar um corpo frutificante. Os familiares cogumelos são exemplos destes. Eles geralmente possuem uma haste, composta basicamente por hifas, e um "chapéu", embaixo destes há estruturas foliáceas chamadas lamelas. Na superfície de cada lamela há numerosas células-hifas chamadas basídios, com 4 basídeosporos na extremidade externa (exogenamente). Este corpo frutificante multicelular complexo chama-se basidiocarpo sendo frequentemente aberto mas por vezes pode ser fechado.
Heterotalismo
Em alguns fungos não existe diferenciação sexual no aspecto morfológico, contudo apresentam diferenças sexuais fisiológicas dizendo-se existirem linhagens positivas e negativas. Estes fungos são designados heterotálicos. (heteros = dissemelhante). Nestes fungos a reprodução sexual só pode ocorrer entre talos com linhagens positivas e negativas.
Reprodução : os Mucor reproduzem-se tanto sexual como assexualmente. A reprodução assexual ocorre pela formação de esporos imóveis e a sexual ocorre pela conjugação de gametas similares (isogametas).
A reprodução sexual é isogâmica: envolve a conjugação de dois gametas similares. Durante a conjugação as duas hifas contendo linhas positivas e negativas ligam-se (heterotalismo). As hifas conjugadas produzem um progametângio em forma de taco que liberta a sua extremidade(chamada gametângio). Os gametângios fundem-se, a parede mediana dissolve-se e os núcleos fundem-se em pares, formando um zigoto. Este desenvolve uma parede grossa e resistente formando o zigosporo. Cada zigosporo, ao germinar, produz um promicélio que desenvolve um esporangio na sua extremidade. Quando o esporangio rompe, os esporos libertam-se e germinam produzindo novos micélios.
Na maioria dos Ascomycetes, a reprodução assexual ocorre pela formação de conídias que fazem protuberância do ápice de certas hifas especializadas as conidioforas. e.g. Penicillim
A reprodução sexual dá-se pela formação de ascosporos no interior dos ascos. Alguns ascomycetes são heterotálicos e outros são homotálicos (ligação de tipos similares). e.g. Claviceps.
A reprodução assexuada é incomum.
Assexuada
Os fungos também podem reproduzir-se assexuadamente, por exemplo através da produção de esporos chamados conídios (significando "poeira" em Grego), que se formam a partir de tipos especializados de hifas chamados conidiósporos. Em alguns fungos, a reprodução sexuada foi perdida, ou é desconhecida. Estes foram originalmente agrupados na divisão Deuteromycota, ou os Fungos imperfeitos, uma vez que o critério primário de classificação dos fungos é a reprodução sexuada, porém são agora classificados como seu grupo ancestral.
Excepto entre os chytrids, onde os esporos são propelidos por um flagelo posterior, todos os esporos fungicos são imóveis. Desenvolvem-se em novos micélios, que invadem um substrado e repetem o ciclo de vida. Estes podem tornar-se muito grandes, frequentemente atingindo metros de tamanho; os anéis de fada são um exemplo.
Reprodução parassexuada
Sistema de recombinação genética sem ocorrência de meiose. Peculiar em fungos.
A reprodução parassexuada consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Apesar de ser raro, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos.
O ciclo parassexual consiste na união ocasional de diferentes hifas monocarióticas (de indivíduos diferentes) originando uma hifa heterocariótica em que ocorre fusão nuclear e “crossing-over” mitótico. Posteriormente há a formação de aneuplóides por erros mitóticos e então o retorno ao estado haplóide por perda cromossômica. Desta forma são formadas hifas homocarióticas recombinantes. Entretanto, acredita-se que este processo não seja muito comum em condições naturais devido à existência da incompatibilidade somática que impede que hifas de micélios diferentes se anastomosem ao acaso, processo que é evolutivamente interpretado como um mecanismo de segurança e preservação do genoma original. |
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